10.12.2018

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SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE RECREIO REALIZAM MANIFESTAÇÃO
Para o Sindicato da categoria, o gestor de Recreio não atende as reivindicações dos servidores municipais. A Prefeitura divulgou Comunicado, no qual afirma que busca valorizar o servidor público municipal.
Luan Guedes
Da FESEMPRE, em Belo Horizonte - MG.


16/07/2018 • 18h03

Informações complementares:

Município: Recreio - MG


 

 

 

 

Servidores públicos municipais de Recreio, participaram de uma manifestação na manhã desta quarta-feira (4), promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos das Prefeituras Municipais de Cataguases, Astolfo Dutra, Santana de Cataguases, Itamarati de Minas, Dona Euzébia, Recreio e Ubá (SINSERPU Cataguases e Região). 

 

A concentração dos manifestantes teve início por volta das 08h00 em frente à sede do SINSERPU de Recreio, na Rua Prefeito José Antônio, de onde saiu em direção à sede da Prefeitura, localizada na mesma via. De acordo com representantes da categoria, hoje também foi realizada uma paralisação dos servidores públicos municipais em Recreio.



Exibindo faixas e cartazes e apoiados por um carro de som do Sindicato, os servidores gritavam palavras de ordem como “vem pra rua que a luta continua” e “valorização, o servidor não é bobo não”.

 

 

 

 

 

 

O Presidente do SINSERPU Cataguases e Região, Carlos Silvério da Silva Oliveira (foto), afirmou que o gestor de Recreio não está atendendo as reivindicações dos servidores municipais, que estão sendo feitas pelo sindicato da categoria. “Nós já as enviamos e ele não fala nada. Há 6 anos que esta cidade não dá um aumento para o seu servidor, que há 6 anos recebia quase dois salários mínimos e que hoje recebe apenas um salário mínimo”, detalhou Carlos Silvério. 

 

 

 



Segundo ele, o Sindicato da categoria está lutando para conseguir coisas básicas para os servidores, como botinas, luvas e protetor. “Eu acredito que a partir de hoje o gestor vai ver com outros olhos o servidor público, que merece respeito, pois é ele que faz essa cidade andar, não é o gestor, quem faz são os servidores públicos de carreira, aqueles que estão no Pronto-Socorro, aquele que está no Posto, aquele que está na Escola, aquele que está lá no Cemitério, é este servidor público que faz essa engrenagem rodar. Esse pessoal que está na rua trabalhando, lutando para que essa cidade venha a crescer e caminhar, não está sendo valorizado. Esse servidor está sendo penalizado”, lamentou. 

 

 

 

 

Perguntado se já houve diálogo entre a Prefeitura e o Sindicato, Carlos Silvério disse que o maior diálogo aconteceu antes da eleição municipal, quando o Prefeito teria assumido compromissos que não foram cumpridos até o momento. “Estamos reivindicando respeito pelo servidor, queremos o mínimo do mínimo. Que a Prefeitura conceda os reajustes merecidos aos servidores. Não queremos coisas exorbitantes, nós queremos é valorização, equipamentos de segurança de trabalho para que os servidores não subam no caminhão de lixo sem uma proteção qualquer, não queremos que o pessoal da Dengue saia sem o protetor solar, pois eles podem pegar um câncer de pele. E depois?”, questionou Carlos Silvério, cobrando também o vale alimentação, que, segundo ele, Recreio é uma das poucas cidades que não têm. “E isso não vai custar quase nada para os cofres da Prefeitura”, argumentou.

 

 

 

 

Luciana da Costa Pimentel Lima (foto), Diretora do SINSERPU regional, revelou que a paralisação de um dia foi aprovada por unanimidade pelos servidores durante Assembleia com o SINSERPU. “A paralisação de um dia foi aprovada por unanimidade pelos servidores. Se o Prefeito não nos atender, nós faremos outra Assembleia e veremos quais as medidas cabíveis que o Sindicato e os Servidores adotarão para continuar o movimento”, garantiu, registrando que desde 2005 não ocorre uma manifestação em Recreio, porque os Servidores temem por retaliações.

 

 

 

 

Dentre os que participaram da manifestação desta quarta, estavam os advogados do SINSERPU, Thomaz da Silva Vargas de Faria (foto) e Cristiane Aparecida Pereira Pinto. Dr. Thomaz esclareceu que Recreio tem um problema grave com relação ao pagamento do adicional de insalubridade. “Para que seja pago esse adicional é preciso aferir o ambiente de trabalho. Hoje a administração municipal não tem critério nenhum para fazer o pagamento desse adicional”, declarou. 



O advogado reclamou do reajuste salarial, que foi restringido a quem ganha mais de um salário mínimo. “Em Recreio, como é em toda pequena cidade, mais de 80% dos servidores recebem salário mínimo. O argumento da administração é de que estes servidores que ganham salário mínimo foram beneficiados pelo reajuste do governo federal, mas este reajuste é só para recompor a perda do dinheiro, da inflação”, protestou o advogado. 



A reportagem tentou conversar com o Prefeito José Maria Barros, na sede da Prefeitura, mas foi informada que ele não estava na Prefeitura de Recreio naquele momento e a Secretária Municipal de Administração, Daniela Cerqueira de Oliveira Cardozo, não estava autorizada a comentar a respeito do movimento dos servidores públicos. 

 

 

 

 

 

 

 

Através de Comunicado divulgado pela Prefeitura de Recreio, a administração municipal se posicionou em relação à manifestação. 



“Os servidores públicos municipais de Recreio, capitaneados por seu sindicato de classe, marcaram para o dia 04/07/18, às 08h00 horas, uma paralisação dos serviços públicos e uma manifestação que ocorrerá em frente ao paço municipal. A Administração Municipal respeita a manifestação dos servidores, desde que se faça de forma ordeira, pacífica e não afete os serviços públicos. 



Outrossim, é dever da Administração Municipal informar a toda população que todos os servidores públicos municipais se encontram recebendo sua remuneração (vencimento + vantagens) rigorosamente em dia. 



Que aos servidores públicos municipais de Recreio foi pago pela administração 2017/2020 o aumento salarial aprovado através da Lei Municipal nº 1568 de 25/09/15. Bem como foi concedida a revisão geral dos vencimentos e proventos dos servidores públicos de Recreio em março de 2017, autorizado pela Lei Municipal nº 1.615/17. 



Que o piso mínimo nacional assegurado aos profissionais da educação vem sendo garantido pela administração 2017/2020.  Aos servidores da epidemiologia, bem como da vigilância sanitária fora pago, respectivamente, no mês de abril e junho de 2018 gratificação no importe de R$ 1.200,00 e R$ 1.500,00.



Quanto ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ; a administração 2017/2020 não só regularizou o pagamento de gratificações aos servidores, bem como ainda convidou o sindicato dos servidores par que juntos elaborassem um projeto de lei a fim de normatizar o pagamento das gratificações. 



A administração 2017/2020, não obstante a crise financeira que assola o país, os constantes atrasos no recebimento dos repasses de verbas públicas e até mesmo a ausência destes repasses por parte do governo de Minas Gerais, conforme vem sendo noticiado pelos órgãos de comunicação, busca valorizar o servidor público municipal, contudo sem perder o compasso da realidade nacional, desfocados da real necessidade da coletividade.”, conclui o Comunicado da Prefeitura de Recreio.

 

 

Fonte: O Vigilante

 

 

 

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