21.08.2018

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PRESIDENTE DO SINTRAM ALERTA PARA O RISCO DO FIM DA REPRESENTATIVIDADE DOS TRABALHADORES
Luciana Santos destaca que a luta sindical é antiga e enfrenta o poder político e econômico desde que começaram a surgir os primeiros movimentos sindicais.
Luan Guedes
Da FESEMPRE, em Belo Horizonte - MG.


22/05/2018 • 17h15


 

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), Luciana Santos, reafirmou que as medidas adotadas pelo governo de Michel Temer (MDB), coloca em risco a representatividade dos trabalhadores brasileiros, com o aniquilamento de representações sindicais em todo o país. A presidente lembra que o trabalhador brasileiro somente começou a ter alguns direitos a partir do início do Século XX, quando começaram a ser formadas as primeiras associações e sindicatos de algumas categorias.


Luciana Santos destaca que a luta sindical é antiga e enfrenta o poder político e econômico desde que começaram a surgir os primeiros movimentos sindicais: “A história do sindicalismo brasileiro nos revela que ao longo de mais de um século, houve duras batalhas para que o trabalhador pudesse ter sua representatividade através dos sindicatos e somente a partir dessas lutas vieram as primeiras conquistas, até chegar à criação da CLT e o advento do salário mínimo, que foram as conquistas mais importantes do século passado”, afirmou. “Agora, o sindicalismo passa por mais um momento de turbulência, com o governo Temer tentando calar a voz dos sindicatos, únicas instituições no país capazes de mobilizar a população contra os desmandos governamentais e o corte de direitos como foi feito na reforma trabalhista e a tentativa feita através da reforma da Previdência, que só não foi votada, porque os sindicatos foram para as ruas”, completou.


Com a reforma trabalhista, o governo acabou com a contribuição sindical compulsória, tornando-a facultativa. A contribuição é o principal fundo de manutenção dos sindicatos, como também é parte dos recursos destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Como a contribuição passou a ser facultativa, muitos trabalhadores optaram por não autorizar o seu recolhimento e isso pode afetar, inclusive, o seguro desemprego. “Muitos trabalhadores acreditam que deixar de pagar a contribuição é um ganho, porém é uma grande perda, pois muitos sindicatos não conseguirão sobreviver e muitas categorias de trabalhadores ficarão à mercê dos patrões e da nova lei, que beneficia somente os empresários”, afirmou Luciana Santos.


Para a presidente do Sintram, é importante destacar que esse governo, que não chegou ao poder através do voto, está devolvendo o apoio que obteve da classe empresarial e das elites brasileiras. “Essas mudanças representam um grande retrocesso para os trabalhadores brasileiros. Eles dizem que essa reforma é uma modernização da relação de trabalho, mas o ponto central da reforma é colocar o negociado sobre o legislado, ou seja, eles querem abrir a possibilidade da negociação entre empregador e empregado e com isso despreza o papel do sindicato na negociação coletiva. Todos sabem que sem uma liderança, o trabalhador não tem condições de se organizar e é isso que o governo quer”, analisou.


De acordo com Luciana Santos, a reforma do governo “enfraquece o sindicato e a organização coletiva porque abre a possibilidade de as negociações ocorrerem por empresa, então divide mais a classe trabalhadora. O grande prejudicado foi somente o trabalhador”. Para a presidente, a população ainda não se deu conta do grande prejuízo que a reforma causará em médio prazo. “Infelizmente, são medidas que só terão impactos nos próximos anos, então não há uma compreensão do que pode acontecer com o país. Além disso, é lamentável o papel da grande imprensa nessa situação, pois ela legitima essas propostas. Essa modernização das relações de trabalho nada mais é do que rebaixar direitos, diminuir os custos das empresas e aumentar o lucro dos empresários no Brasil”, analisou.


Para concluir, Luciana Santos destacou o trabalho do Sintram, lembrando que a ação do Sindicato foi o fator principal que impediu maiores perdas salariais para os servidores municipais de várias cidades da região. “A ação do Sintram conseguiu evitar que muitos trabalhadores da nossa base sofressem perdas maiores e mesmo em Divinópolis, com esse governo, como também o anterior, desrespeitando a legislação, conseguimos avanços importantes e continuamos mantendo um canal de negociação com o Executivo. E o Sintram vai além, oferecendo serviços importantes, como cartão de compras, planos de saúde, assistência jurídica e participação na construção de leis que defendam os nossos servidores, como os Planos de Carreira que estamos elaborando em diversos municípios de nossa base. Apesar da tentativa do governo de aniquilar o movimento sindical, nossa diretoria continua trabalhando com firmeza, com muito esforço. Vamos continuar nossa luta, sem medo e sempre em defesa dos nossos trabalhadores”, concluiu.


Essa semana o Informativo Sintram destacará a história do sindicalismo brasileiro, suas dificuldades e conquistas, desde que o movimento começou a ser formado no início do Século XX. O conteúdo será publicado em reportagens de hoje até a edição da próxima sexta-feira.

 

Fonte: Sintram

 

 

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