21.08.2018

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25 DE JULHO – DIA NACIONAL DA MULHER NEGRA
Saiba mais sobre essa data.
Bruno Menezes
Da FESEMPRE, em Belo Horizonte - MG.


25/07/2017 • 16h54

Informações complementares:

Município: Belo Horizonte - MG


Na foto, a vice-presidente da Fesempre, Áurea Izidoro.

 

Instituído pela Lei nº 12.987/2014, o Dia Nacional da Mulher Negra é inspirado no Dia da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha, criado, em julho de 1992 como um marco internacional da luta e resistência da mulher negra no mundo. Essa data também é o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que viveu no atual Estado de Mato Grosso durante o século XVIII.

 

Segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 49,5% das mulheres brasileiras se consideram negras ou pardas. As mulheres negras enfrentam no Brasil maiores dificuldades de aceso à saúde, educação, emprego e sofrem mais por diversos tipos de violência.

 

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, a mortalidade materna na mulher negra tem aumentado nos últimos anos, ao contrário do observado na média da brasileira. Cerca de 60% dos óbitos maternos registrados no País são de pretas ou pardas. O principal motivo de morte materna entre mulheres negras é a hipertensão, seguida de hemorragia.
Na Educação, tem sido observado o aumento nas matrículas para os cursos de ensino médio, e as mulheres negras têm acompanhado essa tendência, mas ela é menos observada nos cursos universitários.

 

Já com referência aos dados da violência, em 2016, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 – recebeu 140 mil relatos de violência. Desse total, 60,53% das vítimas são mulheres declaradas negras (negras ou pardas). O Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso), aponta um aumento de 54% em dez anos no número de mortes violentas de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003 para 2.875, em 2013.

 

Aos poucos, pode-se notar o rompimento de diversas barreiras de preconceito e discriminação racial, embora ainda permaneça acesa essa raiva contra pessoas de outra cor. As mulheres negras, hoje, buscam a vida, e não mais o medo e a angústia.

 

Atualmente, as mulheres negras estão mais presentes nas universidades, mercados de trabalho e garantindo seu espaço em diversas áreas antes não imaginadas, como a política e economia.

 

As mulheres negras estão lutando, pois querem a realidade que elas têm direito, de modo a evitar as desigualdades, a ter seu espaço na cultura de uma sociedade e combater qualquer forma de opressão contra gênero e cor (não esquecendo que a mulher em si também sofre opressão contra sua própria religiosidade, classe e orientação sexual).

 

 

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