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FESEMPRE PARTICIPA DO CICLO DE DEBATES PELA VIDA DAS MULHERES: EDUCAÇÃO, ENFRENTAMENTO DO MACHISMO E GARANTIA DE DIREITOS NA ALMG
Frente parlamentar e garantia de vaga para as deputadas na Mesa da Assembleia são demandas apresentadas em evento.
Bárbara Batista
Da FESEMPRE, em Belo Horizonte - MG.


03/04/2017 • 11h05

Informações complementares:

Município: Belo Horizonte - MG


 

 

A Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre), representada pela vice-presidente Áurea Izidora, as diretoras: Joelísia Feitosa, Margareth Dionísia, Adriana Soares e Solange Esteves, e pelo assessor educacional Silvério do Prado participaram na última quinta-feira (30), do Ciclo de Debates Pela Vida das Mulheres: Educação, Enfrentamento do Machismo e Garantia de Direitos. O evento ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e contou com a presença de deputadas estaduais e federais. O efeito das Reformas trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo federal, na vida das mulheres foi um dos temas abordado no ciclo de debates.

 

 

Apesar das conquistas do movimento feminista nos últimos séculos, o machismo ainda se faz muito presente no mercado de trabalho, em especial nos espaços de poder e representação. Os desafios enfrentados cotidianamente pelas mulheres no ambiente corporativo e nas instituições públicas foram abordados, no Ciclo de Debates Pela Vida das Mulheres: Educação, Enfrentamento do Machismo e Garantia de Direitos, na ALMG. Para a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos no governo de Dilma Rousseff, Nilma Gomes, uma das palestrantes do evento, essa situação decorre da cultura patriarcal do país, que teria resultado em um machismo institucionalizado.

 

MULHERES PEDEM MAIOR REPRESENTATIVIDADE NA ALMG

 

 

No Parlamento mineiro, apesar de representarem 48% dos servidores efetivos, as mulheres são responsáveis por apenas 31% das gerências, sete gerências-gerais e uma diretoria (referindo-se à secretária-geral adjunta da Mesa, cargo equivalente a uma diretoria). Em relação aos cargos de recrutamento amplo, são somente oito as chefes de gabinete.

 

A situação na assembleia só reflete uma tendência nacional. Não obstante as trabalhadoras representarem 44% da mão de obra ativa, no setor privado elas estão em pouco mais de um terço (37%) de gerências e cargos de direção, e não passam de 10% nos comitês executivos das grandes empresas.

 

"A presença de uma mulher na Mesa da ALMG evidenciaria a participação efetiva das mulheres nas tomadas de decisão", opinou a presidente do Conselho Estadual das Mulheres, Larissa Amorim Borges. De acordo com ela, todos os espaços da sociedade precisam ser usados para educar homens e mulheres no entendimento de que o feminismo garante direitos iguais a todos.

 

Representando a comissão organizadora do evento, Maria Isabel Bebela Ramos de Siqueira compartilhou do sentimento da colega. “Não podemos retroceder. A criação de uma frente parlamentar que lute pelos direitos das mulheres e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/15 são medidas que hoje consideramos essenciais para a nossa luta”. A PEC 16/15 tem o objetivo de garantir a presença de pelo menos uma mulher na Mesa da ALMG.

 

A criação da frente parlamentar também foi medida destacada pela deputada Marília Campos (PT). “Todos os dias eu faço um esforço muito grande para não me intimidar aqui, um ambiente muito masculino, como toda a política brasileira. Precisamos de uma reforma política séria, que traga a cota alternada de homens e mulheres, para garantir mais representantes femininas no Parlamento”, defendeu.

 

A secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, frisou que o momento político atual é de retrocesso no que diz respeito aos direitos humanos. “Com a aprovação do teto de gastos públicos federais, os investimentos em educação ficarão congelados nos próximos 20 anos. As reformas da Previdência e trabalhista são políticas de extermínio de mulheres, já que ficaremos sem aposentadoria e sem vínculo empregatício”, alertou.

 

REFORMAS PREJUDICARÃO AS TRABALHADORAS

 

 

O efeito das reformas trabalhista e da Previdência, propostas pelo Governo Federal, na vida das mulheres foi o tema da apresentação da presidente do Sindicato da Justiça de Primeira Instância de Minas Gerais (Serjusmig), Sandra Silvestrini. Para a sindicalista, essas reformas vão não só prejudicar as profissionais empregadas, como inviabilizar a aposentadoria de grande parte delas.

 

Sobre a reforma trabalhista, Sandra criticou a possibilidade do negociado prevalecer sobre o legislado, o que abriria brecha para o aumento da carga horária, o parcelamento das férias e a diminuição da pausa para descanso, entre outras mudanças. “Serão criadas mais dificuldades para as mulheres, que já são prejudicadas”, salientou.

 

Já em relação à reforma da Previdência, ela classificou como absurda a proposta de paridade dos critérios de aposentadoria para homens e mulheres. “Querem tirar a nossa esperança em relação ao futuro”, complementou a teóloga Ana Ester Freire, outra palestrante.

 

DISCRIMINAÇÃO É MAIS UM OBSTÁCULO A SER SUPERADO

 

 

Indo além das relações trabalhistas, Sayonara Nogueira e Rosana Barros, representando a Organização Não Governamental (ONG) Transgender Europe e o Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública do Mato Grosso, respectivamente, abordaram a discriminação de transexuais e o machismo capilarizado em todas as esferas da sociedade.

 

A defensora Rosana Barros lembrou as violências sofridas pelas mulheres no dia a dia, como gracejos quando passam na rua e piadas sobre o desleixo das menos vaidosas, até casos mais graves, como o estupro.

 

Como um passo essencial na luta pela igualdade de gênero, ela, depois acompanhada por todas as demais palestrantes, ressaltou a importância da sororidade, termo usado para expressar a empatia entre mulheres. O mote dos debates foi "mexeu com uma mexeu com todas".

 

 

 

 

Líderes sindicais e a deputada estadual Marília Campos lavaram a escadaria da ALMG em ato de protesto contra o machismo. Foto: ALMG.

 

 


*Com informações da ALMG

 

 

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