21.07.2017

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

A luta por uma aposentadoria digna não deve parar

*Antônio Sardinha

 

A retirada de direitos dos servidores públicos das três esferas tem sido algo cada vez mais comum nos últimos anos. Em mais uma manobra, o governo federal tenta agora dividir o movimento de oposição da categoria contra a PEC 287, que trata sobre a Reforma da Previdência, com um anúncio de que os servidores públicos estaduais e municipais serão excluídos da proposta.

 

A verdade é que querem excluir os servidores estaduais e municipais da luta por uma previdência social digna. Estão apavorados para aprovar os “PL’s da maldade”, que atropelam a Constituição Federal de qualquer maneira, para fugir da responsabilidade e da mobilização dos trabalhadores.

 

O artigo 24º da Constituição Federal (CF), em seu inciso XII é claro quando diz que “são a União e os Estados para legislar sobre a previdência social”. Será que não viram antes, ou mudaram de estratégia para enfraquecer a mobilização? Os servidores públicos municipais e estaduais não serão excluídos da PEC 287, ao contrário, estão incluídos de forma maldosa, nos dividindo e forçando uma luta isolada nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.

 

Querem que os servidores morram de trabalhar. Sem aposentadoria, sem salário digno, sem planos de carreiras, sem férias, sem 13º e sem direito à saúde. Os trabalhadores nunca deixaram de contribuir, mas os dados apontam que em 1997 foram gastos com a Previdência Social o equivalente a 0,3% do PIB, em 2016 o percentual foi de 2,7% , o que equivale a R$ 149 bilhões e agora, em 2017, a projeção é de 181 bilhões.

 

Falam dos gastos, mas não falam da arrecadação e nem com o que foi gasto. Todos nós sabemos que se o dinheiro da Previdência Social fosse utilizado apenas para a nossa aposentadoria, sobrariam recursos até para tratar da saúde dos aposentados, que nos dias hoje, aposentam, entretanto deixam de se deslocar para o trabalho e passam a se deslocar, quase que diariamente para os hospitais, centros de saúde e farmácias para sobreviverem. O Governo ainda tem a coragem de dizer que temos mais tempo de sobrevida e não podemos aposentar-nos “cedo”.

 

Os índices de acidentes de trabalho atingem anualmente mais de 700mil trabalhadores e morrem cerca de 2.500. Com a proposta da previdência, com certeza esse índice vai aumentar. Isso devido ao prolongamento do tempo de trabalho, que fará com que os trabalhadores sejam mais expostos ao risco de acidentes e consequentemente, óbitos.

 

É assim que será a nossa aposentadoria, caso essa proposta seja aprovada. A melhor forma de investir no crescimento do PIB é investindo no principal responsável para que isso ocorra – o trabalhador.

 

Portanto, a nossa mobilização contra as reformas da previdência e trabalhista devem continuar e com mais força, afinal querem isolar-nos para fragmentar o movimento. Devemos mostrar à população que ela tem direito a um serviço público de qualidade. Se tivermos que lutar nas assembleias legislativas, faremos, também, porque para nós, servidores públicos, a luta por direitos nunca foi fácil, mas o mais importante é que permaneçamos unidos. A luta é de todos.

 

*Antônio Sardinha é Orientador Sindical na Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre).

 

Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais
Assessoria de Comunicação - (31) 3274-2427
Email: jornalismo@fesempre.org.br
Curta nossa fan page: facebook.com/fesempreoficial

  • Voltar

  •  

Parceiros
Rua da Bahia, 1148 - 16º andar - Centro - Belo Horizonte | MG - CEP 30160-906 - 31 32742427
©2010 | 2017 FESEMPRE. Todos os direitos reservados.