22.09.2017

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UGT-MG se solidariza com servidor público estadual e cobra do Governo Pimentel seriedade no trato das finanças públicas

*Paulo Roberto da Silva

Os tempos não têm sido fáceis para os servidores públicos estaduais de Minas Gerais. Sob a alegação de falta de recursos, o governo do Estado tem parcelado em até três vezes o pagamento dos salários do funcionalismo, política adotada desde fevereiro de 2016.

Até mesmo o tão aguardado décimo terceiro será pago em conta-gotas, com a quitação da última parcela em março de 2017 para quem recebe salários mais altos.

A situação é de penúria para muitos servidores que não conseguem quitar suas obrigações financeiras, como a conta de luz, de água, de telefone, a mensalidade da escola dos filhos, o supermercado, o açougue, o cartão de crédito, enfim, despesas do dia a dia, pagando juros e multas. Para aqueles situados nas faixas salariais menores, a política de parcelamento dos salários tem comprometido até a sobrevivência e o alimento sobre a mesa.

Embora a população não saiba, a grande maioria do funcionalismo estadual mineiro ganha, no máximo, até R$ 3 mil por mês. Os altos salários são privilégio de uma minoria abrigada em cargos comissionados e nos escalões próximos do governo.

Isso sem falar que os servidores, mais uma vez, amargaram reajuste zero em 2016. Esse foi o terceiro ano consecutivo sem qualquer tipo de reajuste (nem mesmo a reposição da inflação), com os salários sendo corroídos ano após ano.

É lamentável que um governo que se diz representante dos trabalhadores haja desta forma, com total desprezo por aqueles responsáveis por servir o cidadão mineiro e colocar em prática as políticas públicas de Estado.

É lamentável, ainda, a insensibilidade do governador Fernando Pimentel, que se recusa a negociar às claras com as entidades sindicais, por meio de um diálogo franco e transparente. Quando o governo agenda reuniões com os sindicatos representativos do funcionalismo público é apenas para apresentar números e dizer não a qualquer pedido de negociação.

Para atrasar os salários e o décimo terceiro, o governo tem usado como justificativa a baixa arrecadação, o déficit orçamentário do Estado e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Desculpe-nos, governador Fernando Pimentel, mas não é justo que o servidor pague, sozinho, o ônus da má gestão e da incompetência administrativa, submetendo-o a um arrocho salarial sem precedentes. Se as finanças estão combalidas, certamente não é por culpa dos servidores.

A União Geral dos Trabalhadores de Minas Gerais (UGT-MG) vem a público defender e prestar sua solidariedade ao funcionalismo público, tão importante para o desenvolvimento do Estado, e se une à luta das categorias para exigir do governo do Estado respeito aos direitos fundamentais dos trabalhadores. Entre os quais, receber os salários no quinto dia útil e a justa correção na data-base. Podem contar conosco.


*Paulo Roberto da Silva é presidente da União Geral dos Trabalhadores em Minas Gerais (UGT-MG).

 

 

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