19.11.2017

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O capital tem de ser social

A capacidade de "sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer um em qualquer parte do mundo", principalmente em nossa pátria, nos impulsiona às primeiras fileiras de combatentes visando a aplainar as montanhas das desigualdades em direção à dignidade, à cidadania.

 

Vemos uma crescente proletarização de quase todas as camadas sociais. Faz-se necessária a qualificação profissional, o devido preparo da classe trabalhadora, mais investimentos na educação, visando ao crescimento pessoal, com justos salários, e ao desenvolvimento do país. Não é o nivelamento por baixo com renda per capita ínfima (uma das menores do mundo) que almejamos, pois em nada dignifica o trabalhador, ainda mais quando se depara com uma pirâmide em cujo topo se encontram os poderosos das multinacionais, os corruptos, obcecados pelo poder e protegidos pelo manto sagrado da impunidade, muitas vezes outorgado por um dos poderes e avalizado pelos outros.

 

A elevada carga tributária que sufoca os contribuintes e o flagrante desrespeito às leis (de Deus e dos homens) fazem-nos relembrar Graciliano Ramos em seu livro "Vidas Secas" quando retratou a figura do ser humano confundido com a cachorrinha Baleia à procura da sobrevivência.

 

O país clama por medidas que priorizem a redistribuição das riquezas, pois a crise sistêmica e estrutural do capitalismo predador e opressor, gerador de desigualdades, deixa milhões de seres humanos longe da satisfação das suas necessidades básicas, apesar dos avanços científicos e técnicos. Tal crise avança no Brasil: trabalhadores e suas organizações continuam sendo atacados pelas classes dominantes que destroem uma massa de forças produtivas e pressionam para a redução de direitos principalmente trabalhistas, fazendo os custos caírem sobre quem trabalha.

 

A questão central para a acumulação capitalista é o cobiçado lucro que está na gênese da crise, sendo o desemprego seu reflexo e variável estratégica na exploração do trabalho. A crise é a síntese de uma acumulação de crises. Não se pode romper com os direitos para gerir a crise e sim afirmar e reforçar os direitos para vencê-la e romper com o sistema ultrapassado, simulado, que não assenta em bases sólidas, como o mundo comprovou recentemente mais uma vez. Temos que superar o ilusório capitalismo (não reformável nem regulável), por ser impossível conciliar os interesses antagônicos entre exploradores e explorados; o ideal é aproveitar as oportunidades revolucionárias, de conquistas da liberdade e da dignidade sem o jugo da exploração, construindo uma sociedade soberana, justa e igualitária, ou seja, o socialismo, o predomínio da sociedade sobre o indivíduo.

 

Silvério do Prado

Assessor Educacional da FESEMPRE

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