15.10.2018

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Nide: o vendilhão do tempo

E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores. (Marcos 11:15 e 17)

 

Muito a propósito a recordação do trecho bíblico acima, se levarmos em conta a atual conjuntura política de Nanuque. Diz o adágio popular que “a voz do povo é a voz de Deus.” Com efeito, a Casa do Povo também deve ser a Casa de Deus. Ora, se Jesus expulsou os vendilhões do Templo porque profanavam a Casa do Senhor comercializando interesses pessoais em detrimento dos interesses coletivos, então a analogia com a atual administração da nossa cidade não poderia ser mais completa.

 

Pode-se, inclusive, fazer uma comparação do sumo sacerdote Caifás, que presidiu a dois julgamentos de Jesus acusando-o de blasfêmia e exigiu de Pilatos a sua crucificação, com o prefeito. O sumo sacerdote era tido como um político astuto, manipulador, sagaz, que manteve-se no poder por 18 anos. (18 a 36 D.C).

 

Também aqui, o alcaide, que já está no seu terceiro mandato e pretende pleitear o quarto, que, se eleito, todos os mandatos juntos somarão exatos 18 anos, tem-se mostrado tal qual Caifás, um político astuto e manipulador.

 

Levantou a bandeira da moralidade e proclama aos quatro cantos que é um homem probo, honesto. No entanto, tem distribuído cargos públicos em negociatas abomináveis a fim de conseguir apoio político, depois de ter sido rejeitado pelos próprios companheiros do partido que o elegeu. Alguma semelhança com os vendilhões do templo? Toda semelhança, uma vez que profana a Casa do Povo vendendo portarias em troca de apoio eleitoral.

 

Mas, as semelhanças não param por aí. Os sacerdotes do templo que foram definidos por Jesus como sepulcros caiados por fora e cheios de podridão por dentro, também estão presentes no cenário político partidário da atual administração. Caifás se manteve no poder por 18 anos à custa de suas relações promíscuas com as autoridades romanas. Nide também pretende chegar ao seu quarto mandato fazendo as alianças mais espúrias, unindo-se a tudo o que Nanuque tem rejeitado como símbolo de corrupção, politicagem, bandalheira e prevaricação.

 

É este homem que se ufana de ser honesto, ético, probo? Que “aumenta” o seu salário para 19 mil reais, que eleva o salário dos Secretários para seis mil e quinhentos reais enquanto os servidores amargam o maior arrocho salarial de que se tem notícia? Que distribui portarias não pelo critério da competência, mas das suas conveniências politiqueiras em detrimento da qualidade dos serviços que se presta à população?

 

Não, senhor Prefeito! O povo não quer de volta os vendilhões do templo que profanam a Casa do Povo que é também a Casa de Deus. Ao levantar a bandeira da moralidade para depois se juntar com o PMDB de Jorge Miranda e com tudo o mais que de pior Nanuque já produziu em matéria de políticos corruptos, o alcaide mostrou definitivamente a sua verdadeira personalidade: político-sepulcro. Caiado por fora e cheio de podridão por dentro.

 

Francisco Rocha – presidente do SINDISENA (Sindicato dos Servidores de Nanuque).

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