20.06.2018

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28 de outubro, um dia especial no Brasil, pois é o Dia do Servidor Público

Os trabalhadores da Administração Pública estão de parabéns pelo seu dia, entretanto perguntamos: houve avanços significativos no reconhecimento de suas atividades exercidas com desprendimento, com amor, com paciência? Tal data merece ser comemorada quando antigos problemas comuns, nas mais variadas cidades, ainda são enfrentados pelo servidor público?

 

O mandato eletivo faz parte de um jogo em que só deveria valer se os benefícios convergissem para a população, respeitando a Constituição. É sabido que o bom político é líder autêntico e tem capacidade de reunir pessoas em torno de idéias e planejamentos adequados, não de interesses pessoais. Quem só olha para si, desrespeitando a Carta Magna, não percebe que o dia amanheceu, que a população já amadureceu (e a categoria de servidores também), não vê o crepúsculo chegando (o descontentamento, as greves se aproximando), a sua carreira se encerrando, e, com certeza, nem conseguirá admirar o brilho das estrelas. Aquilo que o eleito faz, como age no poder, reflete na sociedade como um todo e, naturalmente, na vida do servidor público.

 

Promessas e acordos não cumpridos, baixos salários, pressões, perseguições políticas, assédios moral e sexual, e outras injustiças provocadas por projetos danosos à classe provocaram um natural mal-estar generalizado ao longo da caminhada sindical.

 

Insatisfeitos com a situação, líderes de servidores resgataram o Movimento Sindical ao organizarem lutas conjuntas em defesa dos direitos da categoria. Planejamento, determinação e coragem têm sido os imprescindíveis ingredientes para a ação estratégica pretendida, ou seja, a organização político-administrativa dos sindicatos existentes, a criação de outros, além do fortalecimento das  federações, confederações e centrais.

 

Os servidores, coadjuvantes da Administração Pública, estão conscientes de que a política da participação é um instrumento de ação para o progresso da cidade e o bem-estar da população e, por essa razão, não podem ser excluídos das decisões e ações, inclusive políticas, que afetam a categoria e respingam no povo.

 

Preocupados com a sustentabilidade, com o fortalecimento da classe, com melhor dignidade de vida alimentar de seus servidores, a Fesempre sugere aos seus filiados o acompanhamento dos PPA (planejamento plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e da LOA (Lei Orçamentária Anual), visando à devida distribuição dos recursos, à economia na aplicação dos mesmos, à satisfação das expectativas plantadas em épocas  eleitoreiras.

 

O ideal seria que os planos de cargos e salários, com revisões adequadas à realidade, contemplassem a todos com cláusulas pertinentes compatíveis com seus anseios e que os governantes se lembrassem de que também estão a serviço da população. Face à evolução dos acontecimentos em nosso país e no mundo, na oportuna atuação dessa valorosa classe de trabalhadores, espera-se um melhor futuro para todos, porquanto passam por administrações ao longo da vida, acumulam experiências e muitas vezes estresses desnecessários, tentando alcançar pelo menos a sombra da super valorização dos ocupantes de cargos comissionados de recrutamento amplo e/ou terceirizados. Sabe-se que o cidadão pode exercer seu direito de fiscalizar o uso dos recursos públicos, principalmente na terceirização, objetivando o processo limpo e transparente da licitação. Ninguém estaria disposto a terceirizar serviços se não estivesse pensando em proveito pessoal, em se tratando de casos não emergenciais e ausência de pessoal qualificado para o desempenho de certas tarefas. Provavelmente nem haveria necessidade de governantes terceirizarem certos serviços para os quais existem servidores aptos e sobraria mais dinheiro para outras obras importantes, porém sem onerar desnecessariamente o tesouro abarrotado de dinheiro advindo dos exorbitantes impostos cobrados da população. Uma Administração Pública consciente qualificaria o servidor na área onde houvesse deficiência de pessoal capacitado, e valorizaria seu desempenho com salários compatíveis, diminuindo a  corrupção escondida atrás de licitações duvidosas ou combinadas.

 

A luta pela abertura de concursos, pela qualificação periódica, pelo respeito à dignidade do servidor, pelo reconhecimento das atividades exercidas deve ter continuidade até a vitória. O diálogo deve estar em primeiro plano para quem quer estar comprometido com uma causa coletiva. Mudanças, quando necessárias, devem ocorrer de dentro para fora, visando aos significativos avanços.

 

O importante, servidores, é ter fé sempre!

 

Silvério do Prado, 

Assessor Educacional da FESEMPRE

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